sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Deleuze no espelho

No poema:
 
A Natureza da Realidade
Lui Morais

A relevância e a excelência e a essência
Do que falo é que eu falo o que penso
Se pudesse ou quando puder ler
Na língua do Lácio você vai também ter certeza
Que os maiores poetas deles se chamaram
Virgílio e Lucrécio;

Foi no talento gigantesco desses caras
Que o pensamento ocidental degringolou?
Acho que não. Em outros contextos
O mesmo burburinho materialistinha escalou
E fez barulho até ficar tudo confuso;

Aquilo que a teoria da informação chama
De ruído é o que trouxe o imenso poeta latino:
O fator que inviabiliza ou quase impede
A transmissão da informação
Que pode ser um som ou o sentido
Deturpando a plena compreensão;

O poema de Lucrécio tem por título
De Rerum Natura, que se lê em vernáculo
Sobre a Natureza das Coisas;
É claro que o fato do nome deste livro
Que aqui escrevo ter vindo daquele
Não é mero acaso ou simples homenagem;

Pois meu impulso poético se gera
No pulo do fato que é o vetor do ato
Onde e quando a potência que quer ser vontade
Se encontra a si mesma e faz a realidade plural
Porque o real é uma infinidade em floração de eventos
E versos e versões
Vibrantes
 

Minha crítica não foi ao Lucrécio o Lucrécio é o máximo
E é claro que aprovo total/mente a teoria atômica desde o início
Quando surgiu tenha sido na Atlântida ou em Bharata
Todavia na prístina Helada ela retorna com força em Leucipo
E no seu fiel Demócrito de Abdera; porém, o clinâmen,
Que em seu poema Lucrécio revelou é que é o bicho;
Minha resistência ou melhor minha intolerância
Não se dá com esses grandes pensadores,
Mas sim com a proposta rastaquera do materialismo
Que Karl Marx leu errado nos atomistas, e propõe pior ainda
(Minha crítica se constitui sim contra a teoria maxista);

Heidegger propõe que Heráclito e Parmênides são unívocos,
Na minha concepção Lucrécio e Plotino e seu mestre também são;
Eu sei que a pessoa muitas vezes corre o risco de ter
Platitudes ao invés de platôs,
Muito por causa das escolhas, escolas e mídias
Que tantas vezes fazem muita força pra tornar tudo medíocre;
Veja por exemplo Gilles e Félix na sua obra Mille Plateaux
Nos mostrando que o rizoma é uma virtualidade que tende ao infinito
Não só como fator numérico, com tudo, e, principalmente,
Qualitativamente
Nos pluriprincípios



A pessoa entre dois espelhos paralelos ou: poesia de amor mais barroca

Eu sou quem explicou isso
Pro Gilles e pro seu amigo
Quando o tolo pensa que é
Metáfora o que acontece
Numa poesia, é devir
Não se trata de dever
Nem pedido de desculpa
O que o prosador lhe conta
E o que o poeta lhe apronta
Mais que aponta: devém; é

Assim que falo que entenda
O que senti e pensei
Quando te vi pela frente
Eu falo vi e falei
Como antes falado havia
Eu vim eu vi e eu venci

E o que senti e pensei
E falo e também falei
Quando olhei pra você?

Linda

Palavra que ecoa ainda
Em mim em moto perpétuo
Motor eterno e contínuo
O Verbo no infinitivo
"N" infinitesimal

E é assim que fica pra mim
Desde o instante em que te vi
Meu ser pulsando na onda
Energética do verso
E do pluriverso:

Linda

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Fonte padrão

Fonte padrão
Lui Morais

Não só a cultura dominante nos séculos vigentes faz isso parecer estúpido
Há um impulso materialista em várias outras ocasiões e múltiplas regiões
Tanto físicas quanto geográficas tanto cósmicas quanto cartográficas do desejo
Como fala nosso Filósofo que sabe ser psi anti-psi Félix junto com seu amigo Gilles
Veja uma bailarina super talentosa e linda dançando o Pas de deux de Tchaikovsky
Salvei o vídeo por isso volto e posso ficar fruindo o que estava postado saiu da net
Na net tudo mas contudo na net nada se você for um homem submarino do oceano
Do universo você mergulha em muitos mundos e volta, a net não precisa ser tão imbecil,
Nem o materialismo como a mais vil e perversa forma de misticismo que na verdade
Nada tem de misticismo tudo tem de ostracismo cósmico de si mesmo;
Então, vejo a bailarina, ela é maravilhosa, e fica um tempo de muitos acordes sucessivos
Parada e ao mesmo tempo bailando vibrando sobre a ponta do pé, seu corpo brilha
E ela sorri, a felicidade genuína de criar e participar do ser da criação;
Isso é Φύσις palavra dos Filósofos que remete à física e ao mesmo tempo
Fala da energia da luz da alma e do espírito, do brotar da vida
No mundo, isso sim é força, a potência que afirma
A fonte que brota da criação

38

Confesso que sou sim kantiano
E subscrevo a sua fala na Crítica da Razão Pura
"In mundo non datur hiatus, non datur saltus, non datur casus, non datur fatum"
(No mundo não há lacunas, saltos, irracionalidade ou destino)
No que se refere ao fenômeno que é a nossa consciência humana
E a totalidade do que fazemos, pensamos e podemos experimentar.
 
&&&&&&&&&&& 

Quanto ao númeno que é a essência em si do mundo
Nós nada podemos falar, fazer ou cogitar
Por isso a física quântica e a relativística
Os megametacosmos
As experiências existenciais
As iluminações
Os delírios
Os sonhos
E a poesia 
Nos plenificam
Com o outro lado áureo
Da moeda
Que fabricamos

37

Pega a xerox em inglês do livro do Ruđer Bošković
(Em croata, mas você pode ler à italiana: Ruggiero Giuseppe Boscovich,
Ele além de gênio da ciência e padre se constitui num poli/glota
E poeta etc etc); ou então os livros e escritos misteriosa/mente encontrados
Desse gênio dos gênios sérvio Nicola Tesla (um dia um jornal perguntou
Ao outro genial alemão Albert Einstein: Como se sente o homem mais inteligente
Do mundo? E nosso amigo Alberto respondeu: Pergunte ao Tesla);
Ou então leio o croata Rudof Steinner; ou a russa Helena Hahn von Rottenstern
Que a gente agora lê com o nome do ex-marido Blavatsky;
Todo mundo coloca um turbilhão de pensamento no seu livro
E eu leio e experimento isso e ainda fico sonhando com as leituras que cultivo
Dos Toltecas do Terceiro Milênio que apareceram depois
Que o brasileiro Carlos Castaneda abriu a cortina; vou dar dois exemplos
Todavia são vários, mas vale lembrar os mexicanos Armando Torres
O qual revela a regra do nagual de três pontas, e
Domingo Delgado Solórzano, aquele que nos conta
A regra do nagual de cinco pontas, enquanto
César Salvador Aranha (brasileiro? peruano? mexicano?)
Nos mostrou a regra referente ao nagual de quatro pontas,
E o homem jovem que usa a internet e a cultura ocidental
Genial/mente como seu campo de atividades de Nagual
E que se chama nos seus livros como Acic Oklahoma;
Mas então
Dormindo ou acordado a gente sempre faz um corpo luminoso
E um corpo misterioso, o qual aparece na sombra,
Seja você quem for, todo mundo é senhor
Dos seus caminhos, quando dá o seu jeitinho
Por isso eu gosto de sonhar com outros escritores além destes que eu cito
E que nascem de mim como se um simples ser humano fosse também infinito
Confirmando a Filosofia a Alquimia o Hermetismo a Ciência a Poesia a Religião
E as naves e discos voadores e vímanas
Em nosso mundo e em nós 
Ins/critos

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Três propósitos

Por que demorou
Cinco milhões de anos
Desde que o ser humano
Surgiu na face do planeta
Pra alguém falar uma coisa tão óbvia
E ótima
"Não existe metáfora"
Agora que o sabemos
A Poesia pode ser Poesia
E a Filosofia é a Filosofia
Viva Gilles Deleuze e Félix Guattari

Dois trípticos

Todas pessoas nascem atletas
O que faz que haja poucos é uma série de ideias erradas
Sobre o mundo sobre si mesmos

Cada ser humano nasce poeta
Mas alguns o exercemos a maioria não se dá conta
Por causa da tola ideia de metáfora

(Esse é um comentário ao texto:
A metáfora sempre é uma tolice falsa mesmo
Na verdade uma ilusão, se você é poeta)

Mosai cum μωσαϊκό

Isso não quer dizer que eu saiba tudo
Também não quer dizer que nada saiba
A pessoa no caso ela não cria alguma coisa
Todavia tudo que ela faz ela é quem cria
Por exemplo inventei o épicolírico
E o narrativoensaístico e a Filosofiapoesia
Na verdade desde antes de Homero e
Vysasadeva
Essas formas gerativas se geriam
O que significa muita coisa
Por exemplo que aqui no nosso tempo
Estão os guerreiros do momentopensamento
E os famosos pilotos da onda viva

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Amoroso Gaio

Você me pergunta se eu abraço o conceito
Inconsciente Maquínico (in O Anti-édipo)
Que é fundamental na obra inteira
De Gilles Deleuze e Félix Guattari
E eu te abraço e te respondo: aceito

O que na implicação do ser como sempre sendo
O coração do sentimento e do acontecimento
Junto com o que pensamos que pensamos
E os eventos que se realizam
Pela força dos ciclones das forças do corpo

Minha resposta é total/mente unívoca:
O inconsciente é maquínico justa/mente por causa
Do fato de que não somos máquinas mas sim somos
As forças que a Natureza sempre coloca em jogo
Quando brinca de amar o amor amar a vida
E vivenciar a física como um fogo
Que não queima nem se apaga
Que fazemos e nos faz
E se apega

sábado, 6 de dezembro de 2025

Gaia amorosa

Aí me falou 
Meu mestre de Filosofia
O afeto é a negaentropia
A criação é a vida
E o Criador sempre cria
Está nesse instante construindo
Novos super universos
Dos sete que já existem
Nós escolhemos este aqui
E em Urântia nascemos
A mesmo que Doris Lessing
Denomina Shikasta
Mas cujo nome sabemos
Na verdade é Gaia

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Caduceu

Mesmo gente que deu barrigada na água
Tendo se enganado brabo pra caramba
Gerando muita tolice com isso
Como o nosso amigo Freud
Junto com seu filho "jovem"
(A bobagem não sendo jovialidade
Mas sendo só a senda prà bobagem)
Ainda esses eles têm o seu valor
Numa compreensão multifocal
Além do bem ou do mal

Autores como aqueles tão tantãs
Que leem as mitologias
Como se fossem
Variantes bombadas
Das tecnologias que nós conhecemos 
No momento atual
No fundo no raso
Eles como os psi e os sociais
E os físicos e outros filósofos "naturais"
Talvez não se iludam tanto
Porém iludem demais

Todavia pro nosso espanto
E pra nossa glória também 
A ontologia
Os agenciamentos
E as maquinarias
Dos infinitos multiversos
Politemporais
Sempre sobem
Sempre sabem
Sempre dobram
Sempre abrem
Sempre veem
Sempre vêm
Mais além

A voz

pouca paciência com os germânicos não por inveja devida ao fato de que o país no momento atual seja rico ou algum suposto complexo de civili...