sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A pessoa entre dois espelhos paralelos ou: poesia de amor mais barroca

Eu sou quem explicou isso
Pro Gilles e pro seu amigo
Quando o tolo pensa que é
Metáfora o que acontece
Numa poesia, é devir
Não se trata de dever
Nem pedido de desculpa
O que o prosador lhe conta
E o que o poeta lhe apronta
Mais que aponta: devém; é

Assim que falo que entenda
O que senti e pensei
Quando te vi pela frente
Eu falo vi e falei
Como antes falado havia
Eu vim eu vi e eu venci

E o que senti e pensei
E falo e também falei
Quando olhei pra você?

Linda

Palavra que ecoa ainda
Em mim em moto perpétuo
Motor eterno e contínuo
O Verbo no infinitivo
"N" infinitesimal

E é assim que fica pra mim
Desde o instante em que te vi
Meu ser pulsando na onda
Energética do verso
E do pluriverso:

Linda

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