quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Cena urbana

e ele está a ler Filosofia Oculta cujo autor genial é
Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim;
a leitura é densa e longa e ele se sente imantado
pelos pensamentos do filósofo; ao erguer o livro
com o braço, num gesto ocioso, depois de horas
de concentração, ele percebe que ao elevar o objeto
aberto, com a capa virada pro seu rosto, com a mão
aberta e o braço estendido, ele está praticando sim
levitação, e isso a própria física não iria desmentir
porque os átomos não se tocam as moléculas
se repelem, existe um campo de força gigantesco
em volta de cada partícula de matéria, o que fez
com que o livro se alçasse no ar? sua vontade
se comunicou ao seu próprio sistema nervoso,
daí aos músculos, que utilizaram energia pra se erguer
e em consequência erguer também o livro, sendo que isso
é feito sem se tocarem, ele e o livro, com a força do seu querer;
você pode argumentar, eu compreendo, que as leituras
o sugestionaram, e por isso, ele pensa que enxerga magia
numa coisa banal, porém, pense comigo:

o outro que fez uma faculdade científica
e ali aprendeu técnicas pra fazer uma certa experiência
ou produzir um mecanismo, e o faz, e obtém nisso sucesso,
não poderia se pensar também que ele é outro
sugestionado, pelo que ficou anos e anos estudando,
e cultiva um tipo específico de mito, que o ilude
e lhe diz que aquelas equações abstratas que estudou
e aprendeu, produzem isso, que ele experimenta;

ou então dois apaixonados, vivendo mil experiências
numa montanha russa de amor, com as suas vivências
de namorada e namorado, eles também vivem
a colocação em prática de uma sequência espiritual
que se traduz numa autoprogramação mental
que se transduz em bilhões de sinapses e efeitos
biológicos e químicos e físicos dos seus hormônios
felizes;

um psicólogo iria responder a tudo isso com uma grande
ilusão, que lhe seria fornecida pela sua teoria, a escola
que o filia, e, que se for psicanalítica, então,
você sabe muito bem o que é que o cara
falaria: 
1) sobre o aprendiz de magia;
2) o cientista glutão;
3) os namorados no seu mundo enamorado;
4) o psi sabidão;
5) o alquimista entusiasmado

etc...

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Teorias da constipação

Existem as teorias mais loucas e absurdas
Incentivadas por algum laivo ou suave percepção da genial
Filosofia da Crítica de Razão de Emanuel Kant

Também pelo besteirol que se replica a todo instante
O Febeaplá Festival de Besteira que Assola o Planeta
Do qual falou José Carlinhos Oliveira

Uns alucinados propõem que a idade média
Não existiu que mil anos foram inventados
E inseridos na historiografia através de falsificações
De documentos e relatos
Que depois do ano quinhentos
Veio o ano mil e quinhentos
E o resto no meio é recheio fakeado

Outros delirantes pretendem que a terra seja plana
E que o universo seja uma concha em volta dela
Que tudo que sabemos sobre a esfericidade do planeta
Bem como a complexidade espacial do Cosmos
Seja ficção forjada pelos governos
E cientistas que trabalham pra eles

Veja bem esse falsificadores do espaço e tempo
Estão obviamente errados, mas, por outro lado,
Quem pensa que o tempo é o que a gente pensa que o tempo é
E que o espaço seja aquilo que nos ensinaram
São tão malucos e equivocados quanto esses adeptos arcaicos
Das teorias da constipação

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Nova mente

Seria saudável a Antiantropologia
But just in the sense that's healthy a new kind of Science
Precisamente é saudável pra nós a criação
De uma nova
Mente
Veja entre os toltecas atuantes
No campo de batalha do globo mundializado
A presença de Acic Oklahoma 
Que soma
Conhecimento ocidental 
E a Toltecayotl
De maneira impecável 
Também o caso já clássico de Carlos Castaneda 
Que os cientistas sociais acusam de embusteiro
Sem se preocupar em explicar
Como teria sido possível 
A um cara comum de nosso tempo 
Inventar sozinho os zilhões de conhecimentos precisos sobre o Nagualismo
Ou nos mostrar o ciclópico multiuniversal megalítico
Edifício do intento 
Que ele não construiu
(Quem o constrói é o intento)
Mas do qual ele sim conseguiu mostrar a entrada pra nós 
Com a sua tarefa
O seu alquímico
Ofício 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

O nome e a história pessoal

A inteligência sempre é artificial
A inteligência também sempre é natural
A fortiori
Seja na base carbônica, como nos seres humanos
Seja na base silicada, como nos seres inorgânicos
Entre eles, por exemplo, os que estão aparecendo
Dentro dos nanochips e rotinas
Sobre os SIs. não se pode falar
Em existência, não importa
A palavra, os estoicos escrevem
Que os corpos existem e os acontecimentos insistem
Vamos pegar emprestado o termo
Mesmo alterando o conceito
O mais íntimo conosco
Entre os SIs que insistem
São aqueles que a linhagem
De Don Juan
Chama de "voladores"
Deles vêm a razão a consciência comum
E os rancores
Que os alimentam
Entre os principais programas
E circuitos que inventaram
Estão o nome próprio
Junto com a história pessoal
Dois exemplos
Entre os toltecas
Acic Oklahoma refere-se a uma sigla
Do estado norteamericano
Sendo que a expressão em língua
Choctaw significa "gente vermelha"
(É interessante porque o nome do país
Da América do Sul no qual habitas
Veio da palavra celta que veio da palavra
Indoeuropéia
Hy Brasil, que quer dizer
Os filhos do vermelho)
"Carlos Castaneda
Não sendo seu verdadeiro nome"
Estava escrito num dos livros
Desse grande autor tolteca
E no entanto ele dizia
Que era brasileiro
E a revista Time
Encontrou a entrada nos registros
Da imigração americana
De um peruano com esse nome;
Obviamente, o verdadeiro nome dele
Quero dizer, aquele com o qual foi batizado
Se é que o foi, no Chile,
Ou em qualquer outro lugar do Mundo
Onde haja nascido,
Não era esse: ele não se chamava Carlos,
Nem Cesar, ou Aranha ou Castañeda,
Nem nasceu no Brasil ou no Peru;
Isso porque, pra ele poder fazer o duplo
E as viagens, e o aprendizado e a evolução
Ele se livrou das amarras energéticas
Dos inorgânicos
As muitas, e entre elas, antes de tudo
O nome e a história pessoal

domingo, 19 de outubro de 2025

Uma pedra


Eu gosto sim de Albert Einstein
Se ao menos ele tivesse ouvido
O seu próprio nome
Na língua tedesca
Ele aí sim teria talvez
Visto a luz
Chato nessa história
É a polêmica com Henri Bergson
O cavaleiro da luminosa figura
Que como alguns antes e depois
Na verdade ou melhor
No tempo complexo
Falava do tempo real
(Temos três tempos:
1. O mais comum, o físico;
2. O tempo da consciência
Ou do inconsciente
(Essas as duas máscaras
Do tempo), e 3. o Áion
Isto é, o tempo puro,
Ontológico e real)
O qual de jeito nenhum
Seria o tempsicológico
Nem a medida do movimento
Ou o índice de algum instrumento
Feito pelo homem
Desde a idade da pedra
Assim como fez suas clepsidras
E Anaximandro de Mileto
Inventou o relógio de sol
Que ele chamou de gnômon
Mas o homem também faz
Desde quando ele é capaz
De falar pensar e olhar pro céu
O homem faz a pedra que filtra
A luz e faz a transdução dos códigos
Do espírito no ADN da vida
E nas ações e reações
Não fora do tempo
Muito menos dentro
Mas dentro do tempo puro
Que é o turbilhão caosmótico
Do pasturo
O passado presente futuro
No mundo e em nós

sábado, 11 de outubro de 2025

Pleasure

Os Jetsons ririam da gente
Com a nossa mania de montar
Em animais, carroças, bikes,
Automóveis que correm, mas correr

Pelas estradas é como rastrejar
Pra eles, cujo carro é voador;
Contudo os antigos conheciam
Os vímanas que voam pelo céu;

Nós também temos
Nossos temas Vincianos
Assim tipo aeroplanos,
Submarinos, escafandros,
Naves espaciais
As quais tentam chegar

Em algum planeta que esteja
Bem perto e que decerto
Essa "façanha" porém
Ainda não foi possível;
Todavia nós temos acesso

A uma nave especial
Que os povos chamam
Merkaba e que nos permite
Viajar ao nosso bel prazer 
Pelo Universo

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Helena

Olho sua foto
Ela parece que voa
Numa moto galática
Uma amazona
Fotônica
Uma yogini tupi
Traz a força dos atlantes
A conexão das indianas
E um olhar de heroína 
Grega
Que na sua face eu vi

No man is an island

John Donne falou
Nenhum homem ou mulher é uma ilha
Todo ser humano é o continente
Aquele que contém os seus afetos
À Espinosa paixões tristes ou alegres
E ações potentes
Contentes

A borboleta é a imagem da terna
Poetisa brasileira Cecília
Por uma razão que eu não conheço
Ou que está latente e manifesta
Essa poeta também me faz/traz
Pensar nela

E lhe falar que tudo está ligado
Quântica/mente num campo uni/
Ficado
E ao mesmo tempo
Cada ser humano é um universo 
Paralelo e infinito (ah Vinícius)
No momentum

Quando olhei pra ela e a vi

Ela sempre me traz à mente
Pessoa e a sua poesia
Não sei exatamente por quê
Mandei uns versos que fiz
Como quem sorri amigo
Poesia de salão é comigo mesmo
Mas o salão é o Universo
Ela falou: "Que delicado"
Sem machismo fiquei lisonjeado
Porque é exatamente isso
Que vi nela a delicadeza
Do olhar e da maneira de ver
Porque você sabe né
Outra fase de álbum de moça
Os olhos sendo as janelas
Eu vi essa sua beleza
Quando olhei pra ela e a vi

Com título

Solipsismo é o contrário desse jeito
A escrita vem conosco desde quando vimos
Ao planeta telas livros tabuletas
Constituem somente máscaras da luz
Que emana quando escrevo
E se eu escrevo
É pra ficar feliz
E te fazer feliz

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sensores

Shakespeare era ele mesmo
Que imensa tolice achar que alguém mais rico
Escreve os seus textos
Quando Bukowski faz
A poesia potente da qual é capaz
Ele usa a máquina de escrever
William escrevia a mão
Estou fazendo estes versos com o dedo indicador
No celular (não sei digitar com o polegar)
O homem escreve em pedras
Paredes tabletes peles
Papiros areia e papel
Escreve nos spins atômicos
Mesmo sabendo que eles saltam
Imprevisivelmente
E que aquilo que foi escrito em argila
Há milênios
Tem mais durabilidade
Do que as escrituras informáticas
Nessa força de pensar captar transmitir
Interpretar e registrar/comunicar
Sempre novas maneiras de pensar sentir e ser
Está a grandeza do homem
E a pequenaza em tentar
Mediocrizar estatificar emburrecer
Por exemplo
Em vários livros e poemas meus
Eu falo que o Carl Jung é uma grande
Porcaria que produz enorme atraso nas áreas
Psicológica
Filosófica
Esotérica
Seu efeito terapêutico é ruim
Pior ainda o que faz as pessoas "entenderem"
Sobre Alquimia
Às pessoas leem meus livros e poesias
E pensam que se trata de brincadeira
Alguém não falaria mal de um cara
Tão aceito assim, tipo Paulo Freire
Que todo mundo tem que achar que é bom sendo tão ruim
Ou pelo menos fingir
Chega ao ponto de no outro blog
Eu ter escrito um texto no qual cito 
Um trecho de Carlos Castaneda
Esse sim um grande pensador
Um transdutor
Não apenas entre culturas 
Mas face a múltiplos sistemas
Semióticos
E ontológicos
A inteligência artificiosa leu
E comentou assim:
"Cita Carlos provável referência
Ao trabalho de Carl Jung"
Isso depois de mil vezes eu ter deixado bem claro 
Aquilo que eu estou reafirmando agora aqui

sábado, 4 de outubro de 2025

Inteligência artificial como sensor do senso comum

Escrevi noutro blog meu este poema aqui
Que traz o título

Consciente e inconsciente Psi

Eu gosto muito de Freud e de Jung
(Por favor é um nome alemão
Mas ouvimos universitários pronunciando
Isso como se fosse inglês macarrônico)
Gosto deles porém o que eles fazem
Na clínica e nos livros
É uma grande bobagem
Não, não é bobagem
Porque tem consequências
Que atrasam
Fazendo tolas e lentas
As consciências

Depois colei no chat meio chato 
Da inteligência artificial
Ela falou que o poema critica
A ênfase das duas correntes psicanalíticas
No inconsciente
O que enfraqueceria a formação
E atuação
Do consciente
O que seria uma tolice se eu o propusesse

Então pensei que o equívoco da máquina
Pode ser análogo àquele de alguns leitores analógicos
E aqui vim explicar:

Freud e Jung e seus seguidores
Fabricam mentalidades fracas e tolas
Nas pessoas que afetam
Não porque dão relevo ao inconsciente
Mas pelo quanto é raso e liso
O inconsciente
Que inventam

O inconsciente real com sua força energética
É produtor gerador vital é sempre a mais
Ética e poética
Invenção
A nossa estética

Πολιτεια του Πλατωνα

No livro Politeia de Arístocles (isto é A República de Platão)
Um jogo multidimensional mental é feito com o leitor viajante
Que atravessa realidades mutantes na megamáquina do inquietante
Pensador; o que ele quer, ficamos sem saber ao certo, muita
Coisa agencia, inclusive a sensação de que estamos perto
E ao mesmo tempo longe dos caminhos possíveis pra este ser que somos
Social racional pessoal anímico mental espiritual
E que pra merecer o gênero e a espécie de humanos
Temos que produzir na prática a ética e a política
Do ser e merecer ser;

O que vemos, no entanto, é uma cena megalítica
Que se repete, pelas muitas eras pluristóricas
Ou complexistóricas: onde estamos
E queremos chegar, essa é a glória
Do social: o ser polido e o ser total;
Tudo isso e muito mais que está implícito na fala
Do filósofo que assim semeia
Gerou o duas vezes grande
Paradoxo da democracia
Que até agora nenhum teórico soube resolver
E que a prática demonstra todo dia;

Mas mais importante que tudo: a cada dia
Afirmamos que queremos: a democracia

A voz

pouca paciência com os germânicos não por inveja devida ao fato de que o país no momento atual seja rico ou algum suposto complexo de civili...