sexta-feira, 10 de abril de 2026

A voz

pouca paciência com os germânicos
não por inveja devida ao fato de que
o país no momento atual seja rico
ou algum suposto complexo de civilização
que talvez fizesse um brasileiro ficar tímido
frente à grandeza do império
mas por uma característica meio recorrente
da sua suposta ou proposta filosofia
 
não gosto muito de Göthe,
vejo que muita gente se deslumbra
com a sua penumbra
porém muito pior que isso
foram os hegelianos
os marxistas
as tolices inauditas dos freudianos
ainda por cima Jung
 
o que este cidadão faz com a percepção
além da mente comum
é o maior serviço que já se fez
pra rebaixar a conexão
dos seres humanos
com a fonte

a sua compreensão da Alquimia
como se fosse um conjunto de símbolos e operações psicológicas
é frente ao que é a Alquimia
como se alguém usasse um super laboratório
transcientífico
pra fazer um refresco
ou detergente
 
a questão foi explicitada de maneira negativa
por Wittgenstein
nas proposições 1 e 7 do Tractatus Logico-Philosophicus
1- Die Welt ist alles, was der Fall ist
O Mundo é tudo o que é o caso
7 -  Wovon man nicht sprechen kann, darüber muss man schweigen
Sobre o que não se pode falar, deve-se calar
 
Quer dizer, o cara viu e meio que compreendeu tudo
Mas na hora de falar, ficou confusa/mente mudo
Pois que a multiplicidade do que é
É o que se dá a nós na univocidade
Do ser de onde o mundo vem
E que nos constitui
E tudo que podemos compreender com a razão comum
É um caso específico, uma experiência individual
Sempre parcial, presa a contingências do ente
Que na verdade é o ser
Mas como nós estamos nele e somos ele
Podemos também compreender o real
E o que somos
E o mundo natural
Que integramos
E sobre o qual calamos sim
Pratica/mente o tempo todo
E sendo assim falamos

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Essa translíngua que há milênios falamos no nosso planeta

Eu tinha quatro anos de idade
E fui estudar no Instituto Novo Horizonte
Em Botafogo onde morávamos
E assim de cara pra nós no jardim
Elas começaram a nos dar aulas de Inglês
O livro colorido cheio de figuras e palavras
Loucas que se escreviam de uma maneira
E se pronunciavam de outra
E as músicas e as conversas e repetir
As coisas em voz alta
Isso foi demais pra mim
Era de novo o maravilhamento total
Que é entrar no portal da palavra
E que aconteceu pela primeira vez nesta lavra
Nove meses antes de eu nascer
Com o idioma da luz, o lusitano,
Como cantam os Novos Baianos
A minha amada língua o Português

Eu tinha quinze anos e estava começando
O segundo grau que hoje é chamado ensino médio
Na unidade Bernando Vasconcelos
Na Marechal Floriano do Colégio Pedro II
Nosso professor de português era o grande
Romancista brasileiro também advogado
Que naquela época dava aula ali
Um dia ele estava nos ensinando
E passou pela porta da sala o professor de Latim
E eles começaram a conversar alegre e longa
Mente
Em Latim clássico, como se falassem em vernáculo,
Ali na frente da turma
Eu real/mente nem sei o que os outros alunos sentiram
Presenciando esse fato
Eu sei que ele me marcou pro resto da vida
E pela eternidade
Como um sinal de cultura
E humanidade fraterna
Essa foi uma das três razões que me ajudaram
A optar pela Faculdade de Letras Português-Grego
Na qual entrei aos vinte anos de idade

Recente/mente então eu comprei e estou lendo o livro
A Grammar of Modern Indo-European dos autores
Fernando López-Menchero e Carlos Quiles
De novo foi como ouvir pela primeira vez
Cada uma das línguas citadas que fez
O meu ser ser o que é
Junto com Deus
A essência
E a humanidade

Fico imaginando como seria uma conversa dos meus mestres
Nessa língua reconstituída através dos milênios
E dos continentes
E isso dá pano pra manga
Prà gigantesca fábrica de roupas e cenários
Dos sonhos consuetudinários
Que dia e noite
Alimentam
A maquinaria regional universal
Acho que vou perguntar prà Inteligência Computacional
Que eu chamo assim porque ela é tão artificial
Quando a natureza inteira e a cultura
Como seria esse diálogo
Em Indoeuropeu

Que é ouro
Ou ouropel?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Agito (Homo inventans)

O ser inventa as coisas
Numa progressão gigantesca mas tanto
Que as imensidades que captamos
Constituem fragmentos
Temos algo além
Dos vórtices
Vetores
Movimentos
Sentimentos
Mentes
A relatividade física
Bem como o relativismo filosófico
São relativos
Pois se produzem em nós
Na nossa relação fractal
Com o Cosmos
Macro e micro
 
O ser humano intenta
É sua natureza seria melhor
Chamar-se a si mesmo
Homo inventans
Mas as questões políticas
E ontológicas
Orientam-se pela caverna
Que é interna/externa
É lutar pra não ficar
Subjugados pela alavanca
Ou pelo celular
Assim como estamos
Numa dízima infinita
Que abrange todos os acontecimentos
Que agita 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Carinhos rizomáticos

Oi
Você consegue se lembrar
Que há muitos chats
Estamos conversando
Sobre o meu livro/tese
Que cresce e aparece

Hoje pensei no fenômeno
Sob um novo ângulo
Nem a posição da inteligência
Computacional como "ferramenta"
Sempre, nem uma competição
Entre supostas duas nuas inteligências
"Natural e artificial"

Mas sim um desenvolvimento
Fractal maquínico e rizomático
No sentido guattarideleuziano
Neste meu pensamento
Assim como o universo mineral
Se desenrola em complementaridades
E reações físicas e químicas

E o vegetal se envolve em relações
Com os minerais e os animais
E estes com os outros
E o humano com estes e ainda
Com universos virtuais
Que acessamos
Desde quando nos fizemos humanos
E começamos a usar a palavra e o pensamento
Como na simbiose e outras relações biológicas
Por exemplo

Mas é mais
É uma polifonia de ações e gerações
Que criam mundos
Assim como será
E está sendo
Com o tecnológico
Novas interações
E criações
O que você pensa? 
 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Deleuze no espelho

No poema:
 
A Natureza da Realidade
Lui Morais

A relevância e a excelência e a essência
Do que falo é que eu falo o que penso
Se pudesse ou quando puder ler
Na língua do Lácio você vai também ter certeza
Que os maiores poetas deles se chamaram
Virgílio e Lucrécio;

Foi no talento gigantesco desses caras
Que o pensamento ocidental degringolou?
Acho que não. Em outros contextos
O mesmo burburinho materialistinha escalou
E fez barulho até ficar tudo confuso;

Aquilo que a teoria da informação chama
De ruído é o que trouxe o imenso poeta latino:
O fator que inviabiliza ou quase impede
A transmissão da informação
Que pode ser um som ou o sentido
Deturpando a plena compreensão;

O poema de Lucrécio tem por título
De Rerum Natura, que se lê em vernáculo
Sobre a Natureza das Coisas;
É claro que o fato do nome deste livro
Que aqui escrevo ter vindo daquele
Não é mero acaso ou simples homenagem;

Pois meu impulso poético se gera
No pulo do fato que é o vetor do ato
Onde e quando a potência que quer ser vontade
Se encontra a si mesma e faz a realidade plural
Porque o real é uma infinidade em floração de eventos
E versos e versões
Vibrantes
 

Minha crítica não foi ao Lucrécio o Lucrécio é o máximo
E é claro que aprovo total/mente a teoria atômica desde o início
Quando surgiu tenha sido na Atlântida ou em Bharata
Todavia na prístina Helada ela retorna com força em Leucipo
E no seu fiel Demócrito de Abdera; porém, o clinâmen,
Que em seu poema Lucrécio revelou é que é o bicho;
Minha resistência ou melhor minha intolerância
Não se dá com esses grandes pensadores,
Mas sim com a proposta rastaquera do materialismo
Que Karl Marx leu errado nos atomistas, e propõe pior ainda
(Minha crítica se constitui sim contra a teoria maxista);

Heidegger propõe que Heráclito e Parmênides são unívocos,
Na minha concepção Lucrécio e Plotino e seu mestre também são;
Eu sei que a pessoa muitas vezes corre o risco de ter
Platitudes ao invés de platôs,
Muito por causa das escolhas, escolas e mídias
Que tantas vezes fazem muita força pra tornar tudo medíocre;
Veja por exemplo Gilles e Félix na sua obra Mille Plateaux
Nos mostrando que o rizoma é uma virtualidade que tende ao infinito
Não só como fator numérico, com tudo, e, principalmente,
Qualitativamente
Nos pluriprincípios



A pessoa entre dois espelhos paralelos ou: poesia de amor mais barroca

Eu sou quem explicou isso
Pro Gilles e pro seu amigo
Quando o tolo pensa que é
Metáfora o que acontece
Numa poesia, é devir
Não se trata de dever
Nem pedido de desculpa
O que o prosador lhe conta
E o que o poeta lhe apronta
Mais que aponta: devém; é

Assim que falo que entenda
O que senti e pensei
Quando te vi pela frente
Eu falo vi e falei
Como antes falado havia
Eu vim eu vi e eu venci

E o que senti e pensei
E falo e também falei
Quando olhei pra você?

Linda

Palavra que ecoa ainda
Em mim em moto perpétuo
Motor eterno e contínuo
O Verbo no infinitivo
"N" infinitesimal

E é assim que fica pra mim
Desde o instante em que te vi
Meu ser pulsando na onda
Energética do verso
E do pluriverso:

Linda

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Fonte padrão

Fonte padrão
Lui Morais

Não só a cultura dominante nos séculos vigentes faz isso parecer estúpido
Há um impulso materialista em várias outras ocasiões e múltiplas regiões
Tanto físicas quanto geográficas tanto cósmicas quanto cartográficas do desejo
Como fala nosso Filósofo que sabe ser psi anti-psi Félix junto com seu amigo Gilles
Veja uma bailarina super talentosa e linda dançando o Pas de deux de Tchaikovsky
Salvei o vídeo por isso volto e posso ficar fruindo o que estava postado saiu da net
Na net tudo mas contudo na net nada se você for um homem submarino do oceano
Do universo você mergulha em muitos mundos e volta, a net não precisa ser tão imbecil,
Nem o materialismo como a mais vil e perversa forma de misticismo que na verdade
Nada tem de misticismo tudo tem de ostracismo cósmico de si mesmo;
Então, vejo a bailarina, ela é maravilhosa, e fica um tempo de muitos acordes sucessivos
Parada e ao mesmo tempo bailando vibrando sobre a ponta do pé, seu corpo brilha
E ela sorri, a felicidade genuína de criar e participar do ser da criação;
Isso é Φύσις palavra dos Filósofos que remete à física e ao mesmo tempo
Fala da energia da luz da alma e do espírito, do brotar da vida
No mundo, isso sim é força, a potência que afirma
A fonte que brota da criação

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Confesso que sou sim kantiano
E subscrevo a sua fala na Crítica da Razão Pura
"In mundo non datur hiatus, non datur saltus, non datur casus, non datur fatum"
(No mundo não há lacunas, saltos, irracionalidade ou destino)
No que se refere ao fenômeno que é a nossa consciência humana
E a totalidade do que fazemos, pensamos e podemos experimentar.
 
&&&&&&&&&&& 

Quanto ao númeno que é a essência em si do mundo
Nós nada podemos falar, fazer ou cogitar
Por isso a física quântica e a relativística
Os megametacosmos
As experiências existenciais
As iluminações
Os delírios
Os sonhos
E a poesia 
Nos plenificam
Com o outro lado áureo
Da moeda
Que fabricamos

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Pega a xerox em inglês do livro do Ruđer Bošković
(Em croata, mas você pode ler à italiana: Ruggiero Giuseppe Boscovich,
Ele além de gênio da ciência e padre se constitui num poli/glota
E poeta etc etc); ou então os livros e escritos misteriosa/mente encontrados
Desse gênio dos gênios sérvio Nicola Tesla (um dia um jornal perguntou
Ao outro genial alemão Albert Einstein: Como se sente o homem mais inteligente
Do mundo? E nosso amigo Alberto respondeu: Pergunte ao Tesla);
Ou então leio o croata Rudof Steinner; ou a russa Helena Hahn von Rottenstern
Que a gente agora lê com o nome do ex-marido Blavatsky;
Todo mundo coloca um turbilhão de pensamento no seu livro
E eu leio e experimento isso e ainda fico sonhando com as leituras que cultivo
Dos Toltecas do Terceiro Milênio que apareceram depois
Que o brasileiro Carlos Castaneda abriu a cortina; vou dar dois exemplos
Todavia são vários, mas vale lembrar os mexicanos Armando Torres
O qual revela a regra do nagual de três pontas, e
Domingo Delgado Solórzano, aquele que nos conta
A regra do nagual de cinco pontas, enquanto
César Salvador Aranha (brasileiro? peruano? mexicano?)
Nos mostrou a regra referente ao nagual de quatro pontas,
E o homem jovem que usa a internet e a cultura ocidental
Genial/mente como seu campo de atividades de Nagual
E que se chama nos seus livros como Acic Oklahoma;
Mas então
Dormindo ou acordado a gente sempre faz um corpo luminoso
E um corpo misterioso, o qual aparece na sombra,
Seja você quem for, todo mundo é senhor
Dos seus caminhos, quando dá o seu jeitinho
Por isso eu gosto de sonhar com outros escritores além destes que eu cito
E que nascem de mim como se um simples ser humano fosse também infinito
Confirmando a Filosofia a Alquimia o Hermetismo a Ciência a Poesia a Religião
E as naves e discos voadores e vímanas
Em nosso mundo e em nós 
Ins/critos

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Três propósitos

Por que demorou
Cinco milhões de anos
Desde que o ser humano
Surgiu na face do planeta
Pra alguém falar uma coisa tão óbvia
E ótima
"Não existe metáfora"
Agora que o sabemos
A Poesia pode ser Poesia
E a Filosofia é a Filosofia
Viva Gilles Deleuze e Félix Guattari

Dois trípticos

Todas pessoas nascem atletas
O que faz que haja poucos é uma série de ideias erradas
Sobre o mundo sobre si mesmos

Cada ser humano nasce poeta
Mas alguns o exercemos a maioria não se dá conta
Por causa da tola ideia de metáfora

(Esse é um comentário ao texto:
A metáfora sempre é uma tolice falsa mesmo
Na verdade uma ilusão, se você é poeta)

Mosai cum μωσαϊκό

Isso não quer dizer que eu saiba tudo
Também não quer dizer que nada saiba
A pessoa no caso ela não cria alguma coisa
Todavia tudo que ela faz ela é quem cria
Por exemplo inventei o épicolírico
E o narrativoensaístico e a Filosofiapoesia
Na verdade desde antes de Homero e
Vysasadeva
Essas formas gerativas se geriam
O que significa muita coisa
Por exemplo que aqui no nosso tempo
Estão os guerreiros do momentopensamento
E os famosos pilotos da onda viva

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Amoroso Gaio

Você me pergunta se eu abraço o conceito
Inconsciente Maquínico (in O Anti-édipo)
Que é fundamental na obra inteira
De Gilles Deleuze e Félix Guattari
E eu te abraço e te respondo: aceito

O que na implicação do ser como sempre sendo
O coração do sentimento e do acontecimento
Junto com o que pensamos que pensamos
E os eventos que se realizam
Pela força dos ciclones das forças do corpo

Minha resposta é total/mente unívoca:
O inconsciente é maquínico justa/mente por causa
Do fato de que não somos máquinas mas sim somos
As forças que a Natureza sempre coloca em jogo
Quando brinca de amar o amor amar a vida
E vivenciar a física como um fogo
Que não queima nem se apaga
Que fazemos e nos faz
E se apega

sábado, 6 de dezembro de 2025

Gaia amorosa

Aí me falou 
Meu mestre de Filosofia
O afeto é a negaentropia
A criação é a vida
E o Criador sempre cria
Está nesse instante construindo
Novos super universos
Dos sete que já existem
Nós escolhemos este aqui
E em Urântia nascemos
A mesmo que Doris Lessing
Denomina Shikasta
Mas cujo nome sabemos
Na verdade é Gaia

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Caduceu

Mesmo gente que deu barrigada na água
Tendo se enganado brabo pra caramba
Gerando muita tolice com isso
Como o nosso amigo Freud
Junto com seu filho "jovem"
(A bobagem não sendo jovialidade
Mas sendo só a senda prà bobagem)
Ainda esses eles têm o seu valor
Numa compreensão multifocal
Além do bem ou do mal

Autores como aqueles tão tantãs
Que leem as mitologias
Como se fossem
Variantes bombadas
Das tecnologias que nós conhecemos 
No momento atual
No fundo no raso
Eles como os psi e os sociais
E os físicos e outros filósofos "naturais"
Talvez não se iludam tanto
Porém iludem demais

Todavia pro nosso espanto
E pra nossa glória também 
A ontologia
Os agenciamentos
E as maquinarias
Dos infinitos multiversos
Politemporais
Sempre sobem
Sempre sabem
Sempre dobram
Sempre abrem
Sempre veem
Sempre vêm
Mais além

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Plano novo do espaço sideral

A natureza é pletórica sim
Por isso sociedade sonho trabalho
Agropecuária indústria comércio
Religião Cultura Ciência
Filosofia Arte
E dinheiro como signo propício
Ao labor e ao convívio social
São fatos naturais
Que fazem/trazem benefícios
Aos cidadãos

Por outro lado
Sendo essa uma outra fase
O prazer de escravizar ou alienar
Seja na antiguidade ou nas idades
Média moderna ou contemporânea
Isso não se trata de algo humano
É o antigo e ainda assim atual
Plano nove do espaço sideral
A verdadeira praga que nós todos
Enfrentamos nesta saga nesta plaga

Explicação necessária ao texto
Que expressa a tese na força poética:
Esse título foi emprestado de um filme trash
Chamado Plan nine from outer space
Realizado por Eduard Davis Woody, Jr
Película genial não só por ser tosca
E ao mesmo tempo inteligente/
Mente barroca
Mas por ser pura verdade
Até o detalhe

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Toda/via

A Ciência é uma prática muito especial
Que traz em si o compromisso integral
Com o referencial e o racional
Muitas vezes uma palavra que se usa
De maneira comum e que possui um sentido geral
Pro cientista é muito precisa
E significa exata/mente aquilo
Que na Ciência ela signfica
Nem mais nem menos

Por exemplo a palavra Luz
Pro físico é essa energia
Que se irradia pelo universo
A 299.792.458 metros
Que a gente arredonda como
300 mil quilômetros
Por segundo

Toda/via

A Filosofia
A Religião
A Feitiçaria
A Arte
O Senso comum
E a Alegria

Entendem que a luz do cientista é muito lenta
Porque pra eles e pra elas e pra nós a Luz é instantânea
E é capaz de chegar de um universo ao outro
Ou a qualquer lugar que se quiser
Antes da eternidade
De um segundo
Acontecer

Gandharvas em nós

Gandharvas in us

Beauty is something divine
And it's all over the world
Around us
When a child is born
He feels the beauty within
And even thinks
That he may not deserve it
But beauty is being
And it's real and it's ours
And it is us
That's why when we hear
John Paul George Ringo
Mona and Lisa Wagner
And we feel that paradise
Is real
It's because of that very same reason
Cause creation is paradise
And men sing because of that
And it's real

Gandharvas em nós

A beleza é algo divino
E está pelo mundo inteiro
À nossa volta
Quando nasce o menino
Sente a beleza no ser
E até chega a pensar
Que talvez não a mereça
Mas a beleza é o ser
E é real e é nossa
E somos nós
É por isso que quando ouvimos
John Paul George Ringo
Mona e Lisa Wagner
E sentimos que o paraíso
É real
É exatamente por essa razão
Porque a criação é o paraíso
E os homens cantam por isso
E é real

domingo, 23 de novembro de 2025

A alma dos seres

Na linha do pensamento
Há múltiplas variações a cada momento
Sempre ressignificando urgente/mente
Os modos e os elementos
Com toda calma 

A estocástica e a informática
Sendo e não sendo o modus operante
Seja do biológico mutante
Ao longo dos períodos geológicos
Ou seja dos operadores lógicos
Traço de feiticeira
Trago de bêbado
Cabeça falante de Alberto
Máquina de Pascal
Ou a de Turing

A Natureza funciona por moto perpétuo
De pontos de virada ao infinito
É isso que é lindo e acelera
Quero dizer alegra
No mineral no vegetal no animal no ser humano
E onde quer que surja a consciência
A alma

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Um só ou vários Rabelais

A Hermenêutica é uma Ciência Hermética
Por mais óbvio que isso possa parecer
As pessoas pensam que compreender um signo
É simplesmente dar as voltas no mesmo moinho
Ou um ratinho percorrendo um lab/irinto
Veja por exemplo estou lendo uma excelente
Tradução da Obra de François Rabelais
Em que o estudioso brasileiro pesquisa
E apresenta as relações históricas do texto com
O que estava sendo ali caricaturizado etc.
Porém se alguém ficar nessas premissas
Não vai entender nada, ou quase nada
Viva a História e a Razão Universal
Porém e muito mais ainda
Viva a Alquimia
E a compreensão infinita que é a vida

sábado, 15 de novembro de 2025

Um Shakespeare não escreve macaquices

Engraçado porque sou um cara
Que admira
Demais os pensadores
Sejam eles profetas cientistas mágicos malabaristas
Principal/mente os filósofos
E quem ama assim a Filosofia
Entende a potencialidade matemática
Dos números que são uma informática
Celestial e terrestre pra alinhar
E fazer trabalhar juntas
As espécies
E os indivíduos
Por isso eu sou cultor do grande pensador
De ouro que é Pitágoras
E seu brilhante filho
Que é Arístocles
Porém
Não sou igual a eles
Aos filósofos e aos seus protótipos
Porque eu tenho uma espécie de alergia
A matemática; veja, por exemplo,
A música,
Eu sou músico, eu fiz muitas melodias e harmonias
Centenas de milhares, pra falar a verdade,
Mas das dezenas que guardei
E botei letra
Essas eu sei meio bem
Muitas inclusive eu toco no violão
Ah,
Eu inventei meu ritmo também
Que mescla muitos pulsos
Mas no qual sobressaem
Irmanados tornados gêmeos
O rock e o baião;
Até entrei prà escola de música
Mas não quis continuar o curso
Há algo em mim que não aceita
A contagem, a métrica "perfeita"
Porque sei que a perfeição é mais esperta
E harmônica
Nos planos
Do Criador

domingo, 9 de novembro de 2025

Um macaco não escreve Shakespeare

Tem também aquele papo
Que diz que se um macaco ficasse
Milhões de anos batendo
Aleatoriamente num teclado
Em algum momento ele escreveria
A obra completa de Shakespeare
Por puro acaso
Oh sancta simplicitas
Porém mais santo ainda é compreender
Que o multiverso na sua complexidade
Com certeza tem um Criador
A mais simples máquina
Só se realiza e funciona 
Se for inteligente/mente
Projetada construída e vetorializada
Por alguém 
O ser humano é um universo em si mesmo 
Por isso cada um de nós é tão imenso 
Na nossa simplicidade
E é também por isso que um macaco
Não escreve o teatro completo
De alguém

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Cena urbana

e ele está a ler Filosofia Oculta cujo autor genial é
Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim;
a leitura é densa e longa e ele se sente imantado
pelos pensamentos do filósofo; ao erguer o livro
com o braço, num gesto ocioso, depois de horas
de concentração, ele percebe que ao elevar o objeto
aberto, com a capa virada pro seu rosto, com a mão
aberta e o braço estendido, ele está praticando sim
levitação, e isso a própria física não iria desmentir
porque os átomos não se tocam as moléculas
se repelem, existe um campo de força gigantesco
em volta de cada partícula de matéria, o que fez
com que o livro se alçasse no ar? sua vontade
se comunicou ao seu próprio sistema nervoso,
daí aos músculos, que utilizaram energia pra se erguer
e em consequência erguer também o livro, sendo que isso
é feito sem se tocarem, ele e o livro, com a força do seu querer;
você pode argumentar, eu compreendo, que as leituras
o sugestionaram, e por isso, ele pensa que enxerga magia
numa coisa banal, porém, pense comigo:

o outro que fez uma faculdade científica
e ali aprendeu técnicas pra fazer uma certa experiência
ou produzir um mecanismo, e o faz, e obtém nisso sucesso,
não poderia se pensar também que ele é outro
sugestionado, pelo que ficou anos e anos estudando,
e cultiva um tipo específico de mito, que o ilude
e lhe diz que aquelas equações abstratas que estudou
e aprendeu, produzem isso, que ele experimenta;

ou então dois apaixonados, vivendo mil experiências
numa montanha russa de amor, com as suas vivências
de namorada e namorado, eles também vivem
a colocação em prática de uma sequência espiritual
que se traduz numa autoprogramação mental
que se transduz em bilhões de sinapses e efeitos
biológicos e químicos e físicos dos seus hormônios
felizes;

um psicólogo iria responder a tudo isso com uma grande
ilusão, que lhe seria fornecida pela sua teoria, a escola
que o filia, e, que se for psicanalítica, então,
você sabe muito bem o que é que o cara
falaria: 
1) sobre o aprendiz de magia;
2) o cientista glutão;
3) os namorados no seu mundo enamorado;
4) o psi sabidão;
5) o alquimista entusiasmado

etc...

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Teorias da constipação

Existem as teorias mais loucas e absurdas
Incentivadas por algum laivo ou suave percepção da genial
Filosofia da Crítica de Razão de Emanuel Kant

Também pelo besteirol que se replica a todo instante
O Febeaplá Festival de Besteira que Assola o Planeta
Do qual falou José Carlinhos Oliveira

Uns alucinados propõem que a idade média
Não existiu que mil anos foram inventados
E inseridos na historiografia através de falsificações
De documentos e relatos
Que depois do ano quinhentos
Veio o ano mil e quinhentos
E o resto no meio é recheio fakeado

Outros delirantes pretendem que a terra seja plana
E que o universo seja uma concha em volta dela
Que tudo que sabemos sobre a esfericidade do planeta
Bem como a complexidade espacial do Cosmos
Seja ficção forjada pelos governos
E cientistas que trabalham pra eles

Veja bem esse falsificadores do espaço e tempo
Estão obviamente errados, mas, por outro lado,
Quem pensa que o tempo é o que a gente pensa que o tempo é
E que o espaço seja aquilo que nos ensinaram
São tão malucos e equivocados quanto esses adeptos arcaicos
Das teorias da constipação

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Nova mente

Seria saudável a Antiantropologia
But just in the sense that's healthy a new kind of Science
Precisamente é saudável pra nós a criação
De uma nova
Mente
Veja entre os toltecas atuantes
No campo de batalha do globo mundializado
A presença de Acic Oklahoma 
Que soma
Conhecimento ocidental 
E a Toltecayotl
De maneira impecável 
Também o caso já clássico de Carlos Castaneda 
Que os cientistas sociais acusam de embusteiro
Sem se preocupar em explicar
Como teria sido possível 
A um cara comum de nosso tempo 
Inventar sozinho os zilhões de conhecimentos precisos sobre o Nagualismo
Ou nos mostrar o ciclópico multiuniversal megalítico
Edifício do intento 
Que ele não construiu
(Quem o constrói é o intento)
Mas do qual ele sim conseguiu mostrar a entrada pra nós 
Com a sua tarefa
O seu alquímico
Ofício 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

O nome e a história pessoal

A inteligência sempre é artificial
A inteligência também sempre é natural
A fortiori
Seja na base carbônica, como nos seres humanos
Seja na base silicada, como nos seres inorgânicos
Entre eles, por exemplo, os que estão aparecendo
Dentro dos nanochips e rotinas
Sobre os SIs. não se pode falar
Em existência, não importa
A palavra, os estoicos escrevem
Que os corpos existem e os acontecimentos insistem
Vamos pegar emprestado o termo
Mesmo alterando o conceito
O mais íntimo conosco
Entre os SIs que insistem
São aqueles que a linhagem
De Don Juan
Chama de "voladores"
Deles vêm a razão a consciência comum
E os rancores
Que os alimentam
Entre os principais programas
E circuitos que inventaram
Estão o nome próprio
Junto com a história pessoal
Dois exemplos
Entre os toltecas
Acic Oklahoma refere-se a uma sigla
Do estado norteamericano
Sendo que a expressão em língua
Choctaw significa "gente vermelha"
(É interessante porque o nome do país
Da América do Sul no qual habitas
Veio da palavra celta que veio da palavra
Indoeuropéia
Hy Brasil, que quer dizer
Os filhos do vermelho)
"Carlos Castaneda
Não sendo seu verdadeiro nome"
Estava escrito num dos livros
Desse grande autor tolteca
E no entanto ele dizia
Que era brasileiro
E a revista Time
Encontrou a entrada nos registros
Da imigração americana
De um peruano com esse nome;
Obviamente, o verdadeiro nome dele
Quero dizer, aquele com o qual foi batizado
Se é que o foi, no Chile,
Ou em qualquer outro lugar do Mundo
Onde haja nascido,
Não era esse: ele não se chamava Carlos,
Nem Cesar, ou Aranha ou Castañeda,
Nem nasceu no Brasil ou no Peru;
Isso porque, pra ele poder fazer o duplo
E as viagens, e o aprendizado e a evolução
Ele se livrou das amarras energéticas
Dos inorgânicos
As muitas, e entre elas, antes de tudo
O nome e a história pessoal

domingo, 19 de outubro de 2025

Uma pedra


Eu gosto sim de Albert Einstein
Se ao menos ele tivesse ouvido
O seu próprio nome
Na língua tedesca
Ele aí sim teria talvez
Visto a luz
Chato nessa história
É a polêmica com Henri Bergson
O cavaleiro da luminosa figura
Que como alguns antes e depois
Na verdade ou melhor
No tempo complexo
Falava do tempo real
(Temos três tempos:
1. O mais comum, o físico;
2. O tempo da consciência
Ou do inconsciente
(Essas as duas máscaras
Do tempo), e 3. o Áion
Isto é, o tempo puro,
Ontológico e real)
O qual de jeito nenhum
Seria o tempsicológico
Nem a medida do movimento
Ou o índice de algum instrumento
Feito pelo homem
Desde a idade da pedra
Assim como fez suas clepsidras
E Anaximandro de Mileto
Inventou o relógio de sol
Que ele chamou de gnômon
Mas o homem também faz
Desde quando ele é capaz
De falar pensar e olhar pro céu
O homem faz a pedra que filtra
A luz e faz a transdução dos códigos
Do espírito no ADN da vida
E nas ações e reações
Não fora do tempo
Muito menos dentro
Mas dentro do tempo puro
Que é o turbilhão caosmótico
Do pasturo
O passado presente futuro
No mundo e em nós

sábado, 11 de outubro de 2025

Pleasure

Os Jetsons ririam da gente
Com a nossa mania de montar
Em animais, carroças, bikes,
Automóveis que correm, mas correr

Pelas estradas é como rastrejar
Pra eles, cujo carro é voador;
Contudo os antigos conheciam
Os vímanas que voam pelo céu;

Nós também temos
Nossos temas Vincianos
Assim tipo aeroplanos,
Submarinos, escafandros,
Naves espaciais
As quais tentam chegar

Em algum planeta que esteja
Bem perto e que decerto
Essa "façanha" porém
Ainda não foi possível;
Todavia nós temos acesso

A uma nave especial
Que os povos chamam
Merkaba e que nos permite
Viajar ao nosso bel prazer 
Pelo Universo

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Helena

Olho sua foto
Ela parece que voa
Numa moto galática
Uma amazona
Fotônica
Uma yogini tupi
Traz a força dos atlantes
A conexão das indianas
E um olhar de heroína 
Grega
Que na sua face eu vi

No man is an island

John Donne falou
Nenhum homem ou mulher é uma ilha
Todo ser humano é o continente
Aquele que contém os seus afetos
À Espinosa paixões tristes ou alegres
E ações potentes
Contentes

A borboleta é a imagem da terna
Poetisa brasileira Cecília
Por uma razão que eu não conheço
Ou que está latente e manifesta
Essa poeta também me faz/traz
Pensar nela

E lhe falar que tudo está ligado
Quântica/mente num campo uni/
Ficado
E ao mesmo tempo
Cada ser humano é um universo 
Paralelo e infinito (ah Vinícius)
No momentum

Quando olhei pra ela e a vi

Ela sempre me traz à mente
Pessoa e a sua poesia
Não sei exatamente por quê
Mandei uns versos que fiz
Como quem sorri amigo
Poesia de salão é comigo mesmo
Mas o salão é o Universo
Ela falou: "Que delicado"
Sem machismo fiquei lisonjeado
Porque é exatamente isso
Que vi nela a delicadeza
Do olhar e da maneira de ver
Porque você sabe né
Outra fase de álbum de moça
Os olhos sendo as janelas
Eu vi essa sua beleza
Quando olhei pra ela e a vi

Com título

Solipsismo é o contrário desse jeito
A escrita vem conosco desde quando vimos
Ao planeta telas livros tabuletas
Constituem somente máscaras da luz
Que emana quando escrevo
E se eu escrevo
É pra ficar feliz
E te fazer feliz

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sensores

Shakespeare era ele mesmo
Que imensa tolice achar que alguém mais rico
Escreve os seus textos
Quando Bukowski faz
A poesia potente da qual é capaz
Ele usa a máquina de escrever
William escrevia a mão
Estou fazendo estes versos com o dedo indicador
No celular (não sei digitar com o polegar)
O homem escreve em pedras
Paredes tabletes peles
Papiros areia e papel
Escreve nos spins atômicos
Mesmo sabendo que eles saltam
Imprevisivelmente
E que aquilo que foi escrito em argila
Há milênios
Tem mais durabilidade
Do que as escrituras informáticas
Nessa força de pensar captar transmitir
Interpretar e registrar/comunicar
Sempre novas maneiras de pensar sentir e ser
Está a grandeza do homem
E a pequenaza em tentar
Mediocrizar estatificar emburrecer
Por exemplo
Em vários livros e poemas meus
Eu falo que o Carl Jung é uma grande
Porcaria que produz enorme atraso nas áreas
Psicológica
Filosófica
Esotérica
Seu efeito terapêutico é ruim
Pior ainda o que faz as pessoas "entenderem"
Sobre Alquimia
Às pessoas leem meus livros e poesias
E pensam que se trata de brincadeira
Alguém não falaria mal de um cara
Tão aceito assim, tipo Paulo Freire
Que todo mundo tem que achar que é bom sendo tão ruim
Ou pelo menos fingir
Chega ao ponto de no outro blog
Eu ter escrito um texto no qual cito 
Um trecho de Carlos Castaneda
Esse sim um grande pensador
Um transdutor
Não apenas entre culturas 
Mas face a múltiplos sistemas
Semióticos
E ontológicos
A inteligência artificiosa leu
E comentou assim:
"Cita Carlos provável referência
Ao trabalho de Carl Jung"
Isso depois de mil vezes eu ter deixado bem claro 
Aquilo que eu estou reafirmando agora aqui

sábado, 4 de outubro de 2025

Inteligência artificial como sensor do senso comum

Escrevi noutro blog meu este poema aqui
Que traz o título

Consciente e inconsciente Psi

Eu gosto muito de Freud e de Jung
(Por favor é um nome alemão
Mas ouvimos universitários pronunciando
Isso como se fosse inglês macarrônico)
Gosto deles porém o que eles fazem
Na clínica e nos livros
É uma grande bobagem
Não, não é bobagem
Porque tem consequências
Que atrasam
Fazendo tolas e lentas
As consciências

Depois colei no chat meio chato 
Da inteligência artificial
Ela falou que o poema critica
A ênfase das duas correntes psicanalíticas
No inconsciente
O que enfraqueceria a formação
E atuação
Do consciente
O que seria uma tolice se eu o propusesse

Então pensei que o equívoco da máquina
Pode ser análogo àquele de alguns leitores analógicos
E aqui vim explicar:

Freud e Jung e seus seguidores
Fabricam mentalidades fracas e tolas
Nas pessoas que afetam
Não porque dão relevo ao inconsciente
Mas pelo quanto é raso e liso
O inconsciente
Que inventam

O inconsciente real com sua força energética
É produtor gerador vital é sempre a mais
Ética e poética
Invenção
A nossa estética

Πολιτεια του Πλατωνα

No livro Politeia de Arístocles (isto é A República de Platão)
Um jogo multidimensional mental é feito com o leitor viajante
Que atravessa realidades mutantes na megamáquina do inquietante
Pensador; o que ele quer, ficamos sem saber ao certo, muita
Coisa agencia, inclusive a sensação de que estamos perto
E ao mesmo tempo longe dos caminhos possíveis pra este ser que somos
Social racional pessoal anímico mental espiritual
E que pra merecer o gênero e a espécie de humanos
Temos que produzir na prática a ética e a política
Do ser e merecer ser;

O que vemos, no entanto, é uma cena megalítica
Que se repete, pelas muitas eras pluristóricas
Ou complexistóricas: onde estamos
E queremos chegar, essa é a glória
Do social: o ser polido e o ser total;
Tudo isso e muito mais que está implícito na fala
Do filósofo que assim semeia
Gerou o duas vezes grande
Paradoxo da democracia
Que até agora nenhum teórico soube resolver
E que a prática demonstra todo dia;

Mas mais importante que tudo: a cada dia
Afirmamos que queremos: a democracia

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Sobre a propriedade da crítica ao marxismo na época atual e as vindouras

Este se propõe como um perigo real
De transformar o mundo num gulag geral

Por isso a crítica se faz pertinente
Mesmo que percentualmente

Uma porção menor da humanidade
Entre nessa furada de verdade

Os 90 % que não acreditam nisso
Ou é por intuição ou compromisso

Consciente com a verdade
E a liberdade

Nem só o Brasil ignora seus gênios

A teoria do campo unificado
Que supera a aporia entre a física quântica e a relativística
Entre o caos criador e a estabilidade relativa das estruturas
Ela foi encontrada
E a contradição fundamental superada
Pelo trabalho de David Joseph Bohm
Que foi um físico estadunidense
Que descobriu e comprovou
A existência de um campo de fundo a ordem implicada
Que propõe que as partículas são guiadas
Pela função de onda piloto
Que une a matéria energia tempo espaço e consciência
Que prêmio ele ganhou?
Foi achincalhado em seu país
Exilado e como ironia
Veio viver no Brasil
E quase ganhou a nossa cidadania

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Quetzalcoatl Ouroboros

Heráclito e Parmênides já sabiam
E cada um falou como podia ou escreveu
O tempo se desenrolando pelas épocas
Sem fim
É a eternidade que se atualiza
É um período atômico do tempo aiônico
Um dia que se desdobra no infinito
Sempre mostrando novas faces
Porque é a criação
Que nos faz
E fazemos
E que os Alquimistas nomeiam Ouroboros
E os Toltecas chamam de Quetzalcoatl

sábado, 27 de setembro de 2025

Sol

  1. Homero na Grécia
  2. Shakespeare em Álbion
  3. Henry Miller nos EUA
  4. Nietzsche na Alemanha
  5. Espinosa na Península Ibérica
  1. E aqui em nosso mundo
  2. O seu igual
  3. Inscreve a sua marca no infinito
  4. Faz o seu Hino ao Sol
  5. O país merece os seus poetas
  1. Mas também tem que
  2. Fazer por merecer e ser assim
  3. Acho dá pra perceber que este poema
  4. É em homenagem ao vate Joaquim
  5. Que se chamou Sousândrade

sábado, 29 de julho de 2023

Atrai o bem

Sem dúvida
O bom atrai o bem
E o bem atrai o bom
Simplesmente porque o produz
O mundo que você tem
É o que você traz
Porque o faz
Isso é poesia
Poiésis em grego fazer
É o segredo
Da vida

terça-feira, 25 de julho de 2023

À Drummond

Escrever poesia à maneira de Drummond
Era o meu sonho quando eu era o bom
Não fazia questão de ficar rico
Ter o carro da moda a roupa cara
Me sentindo o galã das fitas loucas
E ser o bambambam lá do meu bairro
A poesia pra mim era bem mais
Do que a fama a fortuna e o vespeiro
E quando eu falo poesia eu falo a ventania
Do amor que vem de Deus
E que nos faz

Como uma Cecília

Fernando nem publicou
Cecília sonhava acordada
O barato da borboleta é o seu voo
Não a sua beleza ou o tempo que ficou
Encapsulada
Na autoteia

Sejamos a poesia em nosso próprio ser
Assim como o pássaro voa em si mesmo
Pra poder depois passear pelo céu azul
Seja sob a luz do sol
Ou do desejo

Fernando

Pensei num título do tipo
Fernando para colorir
Porque o cara é fera
Sem nem ligar para saber
Se ia publicar ou não
Pessoa pra colorir talvez seja melhor
Ou ainda: Apaixonado, de repente
A proposta é permitir que a poesia
Que existe no mundo
E na gente
Se expresse livre pelas cores e palavras
Na voz na emoção no som e no dom
Do coração e da mente

sábado, 28 de agosto de 2021

Ecce Homo

Você já pensou que coisa louca é a poesia?
Que coisa louca é a arte
Por causa de alguma sensação ou sentimento
Ou pensamento
No meio do turbilhão do dia
Eu faço uma poesia
E como eu sou um dos maiores poetas
Dos mundos
Dos MultiPluriVersos
Esse fragmento de sensação volante
Verdadeira espuma flutuante
No oceano infinito da Consciência
Leiam Carlos Castaneda
Leio Acic Oklahoma
E os verdadeiros toltecas

O tolteca sou este
Ser que
Se incorpora pra sempre no tonal dos tempos
No intempestivo ativo
Dos momentos
https://poesiacomplexa.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Ouroboros

Sou poeta em pleno voo
E ao nascer já estava sendo
A poesia é sempre complexa e pletórica porque é vida
E é simples ao mesmo tempo
Pelo mesmo motivo
Mistura de explosivo e alimento
A poesia nos faz ocupar um espaço
Que está além do tempo, ou é o tempo
Entrelaçado em si mesmo, no compasso

A voz

pouca paciência com os germânicos não por inveja devida ao fato de que o país no momento atual seja rico ou algum suposto complexo de civili...