domingo, 19 de outubro de 2025

Uma pedra


Eu gosto sim de Albert Einstein
Se ao menos ele tivesse ouvido
O seu próprio nome
Na língua tedesca
Ele aí sim teria talvez
Visto a luz
Chato nessa história
É a polêmica com Henri Bergson
O cavaleiro da luminosa figura
Que como alguns antes e depois
Na verdade ou melhor
No tempo complexo
Falava do tempo real
(Temos três tempos:
1. O mais comum, o físico;
2. O tempo da consciência
Ou do inconsciente
(Essas as duas máscaras
Do tempo), e 3. o Áion
Isto é, o tempo puro,
Ontológico e real)
O qual de jeito nenhum
Seria o tempsicológico
Nem a medida do movimento
Ou o índice de algum instrumento
Feito pelo homem
Desde a idade da pedra
Assim como fez suas clepsidras
E Anaximandro de Mileto
Inventou o relógio de sol
Que ele chamou de gnômon
Mas o homem também faz
Desde quando ele é capaz
De falar pensar e olhar pro céu
O homem faz a pedra que filtra
A luz e faz a transdução dos códigos
Do espírito no ADN da vida
E nas ações e reações
Não fora do tempo
Muito menos dentro
Mas dentro do tempo puro
Que é o turbilhão caosmótico
Do pasturo
O passado presente futuro
No mundo e em nós

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